Pra você guardei o amor Que nunca soube dar O amor que tive e vi sem me deixar Sentir sem conseguir provar Sem entregar E repartir
Pra você guardei o amor Que sempre quis mostrar O amor que vive em mim vem visitar Sorrir, vem colorir solar Vem esquentar E permitir
Quem acolher o que ele tem e traz Quem entender o que ele diz No giz do gesto o jeito pronto Do piscar dos cílios Que o convite do silêncio Exibe em cada olhar
Guardei Sem ter porquê Nem por razão Ou coisa outra qualquer Além de não saber como fazer Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei Vendo em você explicação Nenhuma isso requer Se o coração bater forte e arder No fogo o gelo vai queimar
Pra você guardei o amor Que aprendi vendo os meus pais O amor que tive e recebi E hoje posso dar livre e feliz Céu cheiro e ar na cor que arco-íris Risca ao levitar
Vou nascer de novo Lápis, edifício, tevere, ponte Desenhar no seu quadril Meus lábios beijam signos feito sinos Trilho a infância, terço o berço Do seu lar
Guardei Sem ter porque Nem por razão Ou coisa outra qualquer Além de não saber como fazer Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei Vendo em você explicação Nenhuma isso requer Se o coração bater forte e arder No fogo o gelo vai queimar
Pra você guardei o amor Que nunca soube dar O amor que tive e vi sem me deixar Sentir sem conseguir provar Sem entregar E repartir
Quem acolher o que ele tem e traz Quem entender o que ele diz No giz do gesto o jeito pronto Do piscar dos cílios Que o convite do silêncio Exibe em cada olhar
Guardei Sem ter porque Nem por razão Ou coisa outra qualquer Além de não saber como fazer Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei Vendo em você explicação Nenhuma isso requer Se o coração bater forte e arder No fogo o gelo vai queimar
Todos os dias quando acordo Não tenho mais o tempo que passou Mas tenho muito tempo Temos todo o tempo do mundo
Todos os dias antes de dormir Lembro e esqueço como foi o dia Sempre em frente Não temos tempo a perder
Nosso suor sagrado É bem mais belo que esse sangue amargo E tão sério, e selvagem Selvagem, selvagem
Veja o sol dessa manhã tão cinza A tempestade que chega é da cor dos teus olhos Castanhos
Então me abraça forte E me diz mais uma vez que já estamos Distantes de tudo Temos nosso próprio tempo Temos nosso próprio tempo Temos nosso próprio tempo
Não tenho medo do escuro Mas deixe as luzes acesas agora O que foi escondido é o que se escondeu E o que foi prometido, ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido Somos tão jovens Tão jovens, tão jovens
Meu caminho é cada manhã Não procure saber onde vou Meu destino não é de ninguém E eu não deixo os meus passos no chão
Se você não entende não vê Se não me vê não entende Não procure saber onde estou Se o meu jeito te surpreende
Se o meu corpo virasse sol Minha mente virasse sol Mas só chove, chove Chove, chove
Se um dia eu pudesse ver Meu passado inteiro E fizesse parar de chover Nos primeiros erros Meu corpo viraria sol Minha mente viraria sol Mas só chove, chove Chove, chove (2x)
Meu corpo viraria sol Minha mente viraria Mas só chove, chove Chove, chove Meu corpo viraria sol Minha mente viraria sol Mas só chove, chove Chove, chove
Quando entrar setembro E a boa nova andar nos campos Quero ver brotar o perdão Onde a gente plantou Juntos outra vez
Já sonhamos juntos Semeando as canções no vento Quero ver crescer nossa voz No que falta sonhar
Já choramos muito Muitos se perderam no caminho Mesmo assim não custa inventar Uma nova canção Que venha nos trazer Sol de primavera Abre as janelas do meu peito A lição sabemos de cor Só nos resta aprender
Já choramos muito Muitos se perderam no caminho Mesmo assim não custa inventar Uma nova canção Que venha trazer Sol de primavera Abre as janelas do meu peito A lição sabemos de cor Só nos resta aprender
Falar deste cidadão tão especial para a nação, é muito gratificante, ainda mas o maior presidente da historia do Brasil, falar no grande presidente Getulio Vargas é também angustiante para as pessoas que viviam e vivem até hoje, sugando o erário publico, e virando as costas Para a parte mais importante de quem passa pela terra, o amor infinito ao seu povo e a esperança de um pais promissor.
Getúlio Vargas é esta lenda que a Cidade de São Borja, no sul dos Pampas , que deu o seu filho mais ilustre para conduzir o pais e o estado do Rio Grande do Sul , a sua mais nobre perola até mesmo lhe custando o sacrifício da vida, muita gente não sabe das proezas também em favor de Getulio Vargas, que foram o seu ministro do trabalho João Goulart, e o governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola.
A história conta que seguidores de Getúlio, foram na base aérea de canoas, esvaziando os pneus dos caças que estavam pronto pra explodir o palácio Piratini em 1932, mas os pilotos não decolaram .
Brizola que estava cheio de tanta intromissão dos militares e do estado de São Paulo no governo federal, militares que planejavam aplicar um golpe militar contra Getulio Vargas, com muita inteligência Brizola acampou a radio Guaíba de Porto Alegre por ato governamental, e não deixou os militares levassem os transmissores da radio, isto foi o bastante para segurar a barra, e deixar o Brasil sabendo das noticias na hora exata.
Eu também sou jovem, pouco posso saber das atitudes de Getulio Vargas, mais sei do seu legado, a conquista da CLT (consolidação das leis trabalhistas),o FGTS onde você compra o seu imóvel, entre outras o 13º salário, são leis que foram mantidas até hoje, apesar das pressões do empresariado, todos os presidentes do Brasil após Getulio Vargas tem este mérito, por não mudarem as leis.
Sua maior conquista foi ”o petróleo é nosso”, onde as potências, na época americanas, queriam mandar no nosso rico subsolo brasileiro cheio de riquezas, Getulio Vargas não aceitou e criou e fortaleceu a Petrobras, que hoje é a maior empresa do Brasil e do mundo no ramo de perspecsão de petróleo, o orgulho do Brasil.
Na segunda guerra mundial, Getúlio Vargas barganhou com o presidente norte americano, Franklin Roosevelt, em troca de apoio aos aliados, e também exigiu tecnologia em siderurgia para fabricação de aço, o Brasil na época não fabricava e não sabia como fazer o manganês e o ferro bruto, a muito custo, os americanos vieram ao Brasil e se comprometeram a fazer apenas uma siderúrgica em troca do apoio, e o EUA se comprometia em comprar os produtos siderúrgicos já manufaturados do Brasil, o que causou uma revolta muito grande das empresas americanas na época, pois não queriam concorrentes, assim se criou a CSN (Cia Siderúrgica Nacional), logo após outra gigante que funciona até hoje a Cia Vale do Rio Doce, pena que em 6 de Maio 1997, FHC privatizou a mesma, com a desculpa de que ela dava prejuízo, e hoje é uma das maiores do mundo.
Cada vez mais se confirma a carta de Getulio Vargas aos Brasileiros, num trecho que diz assim”tornei-me perigoso aos poderosos, as castas dos privilegiados, velho e cansado preferi ir acertar as contas com o senhor, não dos crimes que não cometi, mas dos poderosos contra os interesses nacionais, ora porque exploram os Pobres e os Humildes, só Deus sabe das minhas amarguras o sofrimento e o sangue deste inocente, servira para aplacar a ira dos ferozes, Saio da vida para entrar na história”.
Getúlio foi perseguido implacavelmente pelo jornalista Carlos Lacerda que usava o jornal tribuna de imprensa para denegrir a imagem de Getulio Vargas, e Gétulio como resposta deixou de herança duas lendas da Política Nacional, o seu ex ministro do trabalho João Goulart e o Presidente da Republica Juscelino Kubitschek de Oliveira que lhe sucedeu, considerado o segundo melhor Presidente.
Hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem a honra de ser o terceiro presidente mais querido dos brasileiros em toda a sua historia, onde a própria historia ainda vai dizer se vai ser o mais popular, são por estas atitudes e um olhar pragmático do futuro de um Brasil melhor para todos, sem distinção de classes, prospero e dinâmico e rumo a uma grande potência, que faz deste filho brilhante de São Borja um dos maiores exemplos de vida que uma nação possa ter. !.
Hoje [15/3], se completam 20 anos do dia em que Cid Moreira, com seu ar afetado e seus cabelos brancos (nem os muito velhos se lembram dele de cabelos pretos), começou a ler o histórico direito de resposta de Leonel Brizola no Jornal Nacional.
Foi a penúltima vitória do guri que saiu de Carazinho para enfrentar o mundo, um quixote gaúcho, do tempo em que os gaúchos eram quixotes e provocavam os versos geniais do pernambucano Ascenso Ferreira:
Riscando os cavalos! Tinindo as esporas! Través das cochilhas! Sai de meus pagos em louca arrancada! — Para que? — Pra nada!
Durante 22, 23 anos, convivi com ele, 19 dos quais diariamente. Praticamente formei, com ele, minha vida adulta, pois era um garoto de 22 anos quando esse contato começou, numa reunião num apartamento na Rua Cabuçu, no Lins de Vasconcellos, subúrbio da Zona Norte carioca.
Deste convívio, de muita coisa mantenho reserva. Sei que estava ao lado de um mito – e via o mito nos raros instantes em que ele conseguia se despir do personagem que poucos minutos lhe deixava viver de outra maneira.
Mas chega a hora em que estes detalhes, que antes serviriam para a intriga e o desmerecimento político, só fazem enriquecer a trajetória de quem era, como ele próprio dizia, “o rei do improviso”.
Porque era assim: se tinha visão estratégica, Brizola não era um calculista, muito menos frio. As coisas iam acontecendo e ele, certo ou errado, farejava os caminhos, alguns exatos, outros não, mas todos coerentes.
O impacto daquele texto – minto, não do texto, mas de Brizola obrigar a Globo a ler uma mensagem sua – também não teve nada de planejado, mas resultou do inconformismo que ele, com seu exemplo, injetou em alguns de seus companheiros.
Um pouco antes de sua segunda eleição, Brizola passou a ser atacado, sistematicamente, com artigos em O Globo, escritos – ou apenas assinados – por um certo Alcides Fonseca, um ex-deputado estadual eleito do nada pelo PDT e que se bandeou para a oposição a Brizola e, daí, para a poeira da história.
Por orientação do querido amigo Nilo Batista, Brizola passou a pedir, um por um, direito de resposta em O Globo. E, ao pedir, tinha-se já de oferecer o texto, e a tarefa me cabia, porque os anos e anos escrevendo com ele os “tijolaços” me fizeram absorver um pouco do estilo e da alma inconfundíveis.
Doutor Nilo começou a vencer as causas, alguns artigos foram publicados e o “Fonsequinha”, como era chamado, foi despachado do jornal.
Já no governo, em 1992, Brizola dá uma entrevista, dizendo que por toda a sabotagem que a Globo fizera à Passarela do Samba, o prefeito da cidade, Marcello Alencar, deveria negar à emissora a exclusividade da transmissão do Carnaval.
Foi o que bastou para que o jornal O Globo publicasse um editorial violentíssimo contra Brizola – o título era “Para entender a fúria de Brizola” – acusando-o de senilidade – “declínio da saúde mental” – e por suas relações – sempre institucionais – com o presidente da República, Fernando Collor.
À noite, o Jornal Nacional reproduziu, na voz de Moreira, o texto insultuoso. Naquela noite, Brizola conversou com dois advogados: Arthur Lavigne e Carlos Roberto Siqueira Castro, seu chefe da Casa Civil no governo estadual.
No dia seguinte, Siqueira me chamou e disse que Brizola tinha me encarregado de fazer o texto de resposta, que teria de ser apresentado ainda naquela tarde. Falei com ele, que se mostrou completamente cético em relação ao resultado do pedido judicial e, como fazia quando se sentia assim, despachava o auxiliar: “Olha, Brito, você fala com o doutor Siqueira e façam como acharem melhor.”
Lá fui eu fazer o texto: tinha de ter três minutos, não podia ter “compensação de injúria” – isto é, devolver na mesma moeda os impropérios – e tinha de sair rápido, porque era uma sexta-feira (7 de fevereiro) e havia prazo judicial.
Chamei dois companheiros de velha cepa, que me auxiliavam na Assessoria de Comunicação do Governo, o Luiz Augusto Erthal e o Ápio Gomes, para cumprir um dupla função: anotar o que eu ditava e “segurar” a minha “viagem”.
Porque – começo aqui as difíceis confissões, que não são um segredo porque uma boa meia-dúzia de companheiros sabem disso – quando eu tinha de escrever pelo Brizola, eu não escrevia, “incorporava”. Parece coisa de doido? Não, e ele próprio sempre dizia: o bem escrito é o bem falado. E, na hora destes textos carregados, era assim que eu fazia, ditando, falando no ritmo dele, com o milhar de vírgulas e os períodos longos com que se expressava.
Era um exercício extenuante, massacrante, do qual não raro eu saía às lágrimas, mal conseguindo falar, de tão embargada a voz.
Qualquer redator publicitário jogaria fora o que saía disto, e com razão. Porque não era um texto jornalístico ou publicitário.
Era o Brizola, não eu.
Feito o primeiro texto, mandamos ao doutor Siqueira que fez algumas correções de bom-senso e um veto.
Eu não podia devolver o “senil” com que Marinho brindara Brizola. Mas isso eu tinha de devolver, ah, tinha. E aí saiu uma obra de engenharia redacional.
“Quinta-feira, neste mesmo Jornal Nacional, a pretexto de citar editorial de O Globo, fui acusado na minha honra e, pior, apontado como alguém de mente senil. Ora, tenho 70 anos, 16 a menos que o meu difamador Roberto Marinho, que tem 86 anos. Se é esse o conceito que tem sobre os homens de cabelos brancos, que os use para si.”
Na verdade, eu tinha escrito “encanecidos”, mas o bom-senso do Erthal me travou: “Pô, Brito, ninguém mais sabe o que é encanecido. É verdade, mas é o que o velho teria dito.”
Bem, o texto foi para o tribunal sem que Brizola lesse o que ele estava “dizendo” na resposta. Foram dois anos e um mês de espera pela Justiça.
Brizola levantava a sobrancelha, cético, quando Lavigne e Siqueira Castro, teimosos e dedicados, diziam que íamos ganhar.
Passou tanto tempo que, dos 70, Brizola já tinha 72 anos e Marinho, 88. No final do dia 9 de março chega a notícia da vitória no Superior Tribunal de Justiça, mas ainda havia um recurso possível e um “notificaram a Globo ou não notificaram?”. O ceticismo, confesso, era maior que a ansiedade.
No próprio dia 15, terça da semana seguinte, quando o texto foi ao ar, não críamos – nem eu, nem Brizola – que aquilo iria acontecer. Tanto que nem montamos esquema algum para gravar o Jornal Nacional, senão o de um videocassete doméstico. E foi o que se viu e que ficou na história.
Termina o texto, toca o telefone: “Olha, Brito, que maravilha. Nós acertamos o tiro no cu de um mosquito.” E assim foi. Não fiquei aborrecido, ao contrário. Porque era nós, mesmo: era o Brizola introjetado em mim que escrevera.
Elogio mesmo – e maior não poderia haver – foi o de Roberto Marinho,falando ao querido amigo Neri Victor Eich, da Folha, por telefone, no mesmo dia do terremoto: “Que nunca mais se reproduza isso. O direito de resposta teve o tom de Brizola.”
Teve sim.
E é essa é a última e inapagável vitória de Brizola, em vida e em memória, despertar muitas consciências que não se acovardam, não se ajoelham e não gaguejam, como a dele, a minha e a sua.
Até hoje, a não ser pelos testemunhos dos personagens desta história, a ninguém tinha revelado estes detalhes. Faço-o agora, porque já são história e porque só aumentam o tamanho de um homem a quem eu devo grande parte do que sou.
Um homem que era tão grande que estar à sua sombra foi também – e é para sempre – estar sob sua luz.