domingo, 11 de agosto de 2013

Pai, Todos Os Seus Sonhos São Meus


Queria meu Pai, neste dia tão especial, te abraçar, te beijar, falar e falar por horas a fio contigo. Queria Deus por uns instantes mergulhar neste infinito, e dizer ao Pai, o quanto o amo.


Obrigado meu Pai, obrigado por ser meu professor, minha estrela maior. Meu sangue é teu, minha vida veio de ti, minha alma um dia estará contigo, no mesmo jeitinho que tu fosse eu estarei chegando, sei que ai no céu ao lado de Deus estais me olhando, observando os meus passos, acompanhado as minhas lutas.


Você me incentiva a não desistir nas minhas derrotas e sei que sorri feito menino comemorando as minhas vitórias. Pai, a carruagem de fogo existe, ela nos faz correr em disparada todos os dias, esquecendo as vezes que os cavalos não são de aço, e a vida é tão linda.


Meu paizinho querido, não vou chorar, não vou comemorar e nem vou me acomodar, vou refletir, procurar sempre ser como fostes em vida, aquele amigo inseparável, confidencial, meu Pai e mãe ao mesmo tempo.


Obrigado Pai, por em nenhum momento que vivi na tua vida levar uma palmada se quer ou ainda um grito de absurdo por alguma atitude daquele garotão pobre, sorridente, feliz.


Obrigado Pai, por me dar um lar, e me comprar as roupinhas do brechó da dona Jaci, sei que elas não eram de grifes, porém me esquentou em muitos invernos. Obrigado também pelas congas e pelos kichut que eu usava na escola e no dia a dia.


Saudade Pai, de ter o prazer de ficar sentadinho vendo você picar lenhar com o machado afiado pela sua dignidade e forjado na lâmina dos toleráveis que resiste a maldade e egoismo.


O tempo passou pai, hoje não podes ver a tua bisnetinha, mas vistes os teus dois netos, e este foi o meu maior presente em vida que pude te dar. Sou a semente que veio de ti, que germinou e se tornou uma maravilhosa família


Hoje eu olho para o céu e peço pra Deus não te deixar sozinho, e sempre que puder que tire uma prosa contigo, que fale de natureza, de mato, de serra, talvez um papinho do último jogo do nosso Grêmio na Arena.


Vai ficar sempre aqui comigo no me coração, por poder romper o fogo da provação, me espelhando assim em ti, com o teu apoio neste oceano de desigualdades, quando tu eras valente sendo um homem manso e humilde de coração.


Obrigado meu Pai, obrigado meu eterno amigo, obrigado meu ídolo da medalha de ouro conquistada com a dignidade, paga coma vida, o qual é o preço da sua simplicidade e de se comportar sempre feliz.


Um homem não afortunado de riquezas materiais, mas que fez este coração milhões de vezes rico de felicidade, obrigado meu lindo meu querido insubistituivel Pai.


Autor: João Batista Da Silva